A cirurgia de Capella ou Bypass gástrico é o método de “redução de estômago” mais utilizado no mundo. Tipo de cirurgia restritiva ou disabsortiva reduz o volume do estômago e o conecta ao intestino. Uma parte do estômago e do duodeno fica isolada da passagem do alimento, o que ajuda o processo de emagrecimento.
Pessoas obesas com IMC superior a 40 ou pessoas com IMC superior a 35 desde que apresente doenças associadas (co-morbidades) como diabetes, pressão alta, etc; tem indicação de cirurgia de Capella.
É a sigla para Índice de Massa Corpórea, que é obtido através do seguinte cálculo: IMC = peso ÷ (altura X altura), serve para definir o estado de sobrepeso do paciente e indicar ou não a cirurgia de Capella.
O procedimento é realizado por via laparoscópica (pequenos furos). É feita a construção de um novo e pequeno estômago (gastroplastia tipo Capella), por onde o alimento passa diretamente para uma alça do intestino.
Pode haver intolerância aos alimentos doces e gordurosos, conhecida como Síndrome de Dumping. Para evitar sintomas desagradáveis o paciente deve ter uma restrição dietética moderada principalmente a alimentos muito doces. Este sintoma não é exclusivo a cirurgia de Capella.
Além de o paciente ficar saciado com menor quantidade de alimento, ele tem uma rápida perda de peso (cerca de 70 % do excesso de peso), o que acarreta em excelente resolução das doenças associadas.
O tempo médio da cirurgia é de 90 minutos com anestesia geral e tempo médio de internação de dois dias (cirurgia de Capella).
- Cirurgia mais amplamente empregada.
- Menor risco de desnutrição e hipovitaminose que as técnicas de derivações bilio-pancreáticas.
- Realizada há mais de 20 anos.
- Adaptável a praticamente todos os comportamentos alimentares e padrões de obesidade.
- Oferecem excelente resultado em termos de perda de peso, com redução de 60 a 75% do excesso de peso (com ou sem o anel de contenção).
Hoje a cirurgia bariátrica é considerada o único método eficaz para tratamento da obesidade mórbida, mas isto não significa que seja um método perfeito. Estatisticamente a pessoa operada tem uma chance de 5 a 10% de voltar a ganhar peso, mesmo seguindo as recomendações médicas. Portanto, apesar de ser um método radical, a cirurgia oferece excelentes resultados. Com melhora a cura da grande maioria das co-morbidades como diabetes e hipertensão, melhora da auto-estima, melhora da qualidade de vida, melhora do sono, melhora da disposição para atividades físicas, sociais e sexuais.
A rotina mínima segura de consultas com o cirurgião é:
- 7 e 30 dias.
- 3, 6, 9, 12, 18 e 24 meses.
- Após 24 meses, retornos anuais.
- Recomenda-se os seguimentos nutricional e psicológico freqüentes e a participação nas reuniões para pré e pós-operatórios.
Sim. Na gastrectomia vertical, se reduz o estômago em até 70% do seu tamanho. O órgão fica com 300 a 200 ml, dependendo do perfil do paciente, e com forma parecida com a de uma “banana”. Nessa redução, se retira parte do fundo gástrico, região que produz o hormônio grelina, responsável pela sensação de fome. Ou seja, o apetite também diminui. Nas técnicas anteriores, o estômago era reduzido em cerca de 95% e ficava com capacidade aproximada de 30 ml apenas. Até então, era muito comum as complicações como náuseas, até mesmo com a ingestão pequena de alimentos, assim como a apresentação de quadros anêmicos, com o passar do tempo; muitas vezes apresentando vômitos de repetição e sensação de desmaio apos ingestão de alimentos doces (Dumping).
A gastrectomia vertical vem sendo indicada cada vez com maior freqüência para o tratamento da obesidade grau III e mórbida.
Dentre as grandes vantagens, destacam-se:
Perda de peso com qualidade de vida, ausência de dumping, ausência de desnutrição, ausência de hipovitaminoses, ausência de anemia, possibilidade de se ingerir quantidades razoáveis de alimentos e principalmente uma perda de peso sustentada e segura. Por ser um método menos traumático, possui baixos índices de complicação e de morbidade.
Na atualidade tem-se mostrado e se consagrado como uma excelente opção ao tratamento dos pacientes obesos.
Converse com o seu médico para saber a melhor indicação e o melhor resultado para o seu caso.
Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, com mestrado e doutorado em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, Dr. Vladimir Schraibman é especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica (Sobracil). É médico colaborador do Setor de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo, além de integrar o corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Tem diversos artigos publicados em revistas e jornais científicos do Brasil e do exterior, além de intensa participação em congressos nacionais e internacionais.
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